sexta-feira, abril 03, 2009

Espatifilo e gastroenterite


Temos na entrada do nosso prédio algumas floreiras com plantas variadas. Quando chegamos a casa, a Rebeca gosta de correr à volta delas e espreitar por entre as folhas. Uma dessas plantas é o espatifilo (na foto), que, até 3ª feira passada, eu desconhecia ter algum nível de toxicidade. É que quando chego com a Rebeca nessa tarde, aviso-a de que não quero que mexa nas plantas porque "podem fazer dói-dói na boca" e a primeira coisa que ela faz é pôr a mão na língua depois de mexer na flor do espatifilo. Não dei importância ao assunto porque desconhecia que pudesse provocar irritação na boca e inchaço da língua e dos lábios, tal como me foi dito pelo Centro de Informação Anti-Venenos.

O que é certo é que uma hora depois a Rebeca vomitava o jantar e começava uma série de vómitos persistentes com intervalos de 7 minutos, que só terminaram mais de cinco horas depois, na urgência pediátrica do Hospital de S. João, após tomar um xarope calmante e ficar a soro. O desespero dela fazia dó. Como não tinha sintomas na boca, os médicos puseram igualmente a hipótese de ser o início de uma gastroenterite, que vim a saber no dia seguinte andar um surto desta maleita no infantário. Na manhã seguinte, após uma noite internada na sala de observações da urgência, sem beber nem comer rigorosamente nada para permitir ao estômago tempo de se recompor, e sem mais sintomas de gastroenterite, os médicos inclinaram-se mesmo para o diagnóstico de contacto com planta perigosa. A diarreia chegou ontem e, dado haver tanta gente doente no infantário, e até eu ter passado mal, penso que terão sido as duas coisas juntas. Conclusão: gastroenterite nas férias do Natal e da Páscoa...