terça-feira, março 24, 2009

Josué

Do hebraico יהושע בן נון, Yeho shua ou Ye shua. Iesous na transliteração para o grego, e na forma latina, Jesus. Significado: "O Senhor salva, o Senhor é salvação".
O Josué bíblico sempre foi das personagens que mais admiramos. Soube ser fiel, obediente e submisso a Deus e a Moisés, mesmo quando mais ninguém o foi. Soube espiar e ver a Terra Prometida com o olhar de Deus, sem se assustar com o tamanho dos gigantes que a habitavam. Quando Moisés "desaparecia" Monte Sinai acima para estar com Deus face a face durante semanas a fio, Josué não arredava pé do local onde devia esperar o seu líder. Soube ser liderado e por isso se tornou o grande líder que foi. Foi o justo sucessor de Moisés e levou o povo à conquista da Terra de Canaã, que Moisés simplesmente viu à distância. Salvou Raabe em Jericó e permitiu que esta mulher fosse uma das cinco cujo nome aparece na genealogia de Jesus.
Que o nosso Josué tenha as grandes qualidades deste Josué e sempre aponte a salvação que só encontramos no Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó, é o que desejamos.

segunda-feira, março 23, 2009

Insónia

Acordo de madrugada por causa de uma valente constipação que apanhei por estes dias e fico duas horas sem pregar olho. Na minha cabeça antecipo o dia do parto e a estadia no hospital. Imagino cenários, vejo e revejo opções e alternativas. Quando será e a que horas é o que me deixa mais preocupada (aspectos que eu não quero controlar, já que não quero marcar uma indução).
Não é o parto em si que me deixa inquieta, mas as opções que poderei ter de fazer em função do local onde ficará a Rebeca. Se o parto natural até pode ser uma alternativa com a nova sala de parto natural do Hosp. S. João, a ausência do pai durante o parto inviabiliza o processo, por ele ser peça fundamental nesta opção para me ajudar a controlar a dor. É verdade que posso sempre chegar lá e fazer como a maioria, sujeitando-me a ser "empurrada" ao longo de um processo em que eu devia ser o motor e a parte mais activa, mas em que mais uma vez sou amarrada a uma cama com 1001 instrumentos para medir tudo e mais alguma coisa (e quiçá com uma dose de ocitocina, "senão nunca mais daqui saímos"), e ter um período expulsivo não doloroso. Mas arrisco a cumprir uma vez mais as estatísticas que associam um parto instrumentalizado (com ventosa ou forceps) a mais lacerações do períneo e maior recurso a fototerapia neonatal. E não, não quero perder conta aos pontos da episiotomia, nem quero ficar mais dias com um recém-nascido no hospital, até porque tenho outra filha em casa a precisar de mim.
No meio de tudo isto, tranquiliza-me a disponibilidade da amiga e enfermeira J. para vir cá a casa ver como está a andar o trabalho de parto e dizer quando for a hora de rumar ao hospital.

sexta-feira, março 13, 2009

Estilo de vida?

Quando um pai se esquece de um bebé fechado dentro de um carro ao sol durante a manhã inteira porque tem uma reunião importante na empresa, algo está profundamente errado. Que pais somos nós, que estilo de vida criámos, quando os afazeres profissionais se sobrepõem de tal forma aos familiares que um filho morre por causa disso? 
O mais chocante é ninguém se dar conta da criança dentro do carro, em frente da empresa do pai e a escassos metros do infantário. Não havia um assaltante nas redondezas, que se lembrasse de cobiçar o carro e dar o alarme?

quinta-feira, março 12, 2009

Estar bem entregue

Tenho uma vez mais a certeza de estar em boas mãos quando a minha obstetra me diz que a médica da minha colega a contactou, por causa de ela ter apanhado o vírus do eritema infeccioso. (Nem todos os médicos das outras colegas conheciam a doença...)
Acredito sinceramente estar a ser seguida por uma das melhores especialistas do Hospital de S. João e do país, o que me dá uma confiança tremenda e me faz sentir imensamente grata (tanto mais que não é qualquer grávida que consegue chegar-lhe às mãos).

terça-feira, março 10, 2009

Eritema infeccioso ou 5ª Doença

Após vários casos confirmados de crianças com eritema infeccioso numa das escolas onde exerço funções e de as grávidas terem ficado sem lá ir durante uns dias ou semanas até saberem se estavam imunes ao vírus respectivo e que é dos mais perigosos na gravidez, cruzo-me hoje com uma das minhas colegas em questão, chorosa. Eu estava imune, ela não. E as análises que repetiu no final da semana passada confirmaram que a febre que ela teve uns dias antes era mesmo a dita doença. Agora tem de se saber se o bebé (com cerca de 27 semanas) apanhou a doença ou não, com a consciência de que o pior cenário é uma anemia que pode pôr em risco a vida do feto.
Não é comigo, mas ela (eles) não me sai (saem) da cabeça.

30 semanas

Nesta gravidez o tempo voa. 30 semanas completas, começo a preparar roupas para o rebento, a rever mentalmente as coisas que ainda faltam e terei de tratar ou comprar.
Confesso que, mais do que esses detalhes, me preocupa como será com a Rebeca na altura do parto. Será que posso pedir que, além de tudo correr extraordinariamente bem e super rápido, tudo se desenrole num dia de semana e dentro do horário do infantário? É que, caso contrário, corremos o risco de eu ficar sozinha e o papá não assistir ao parto para ficar com a princesa.... Ah, e já agora, que não fiquemos internados mais de 48h...

domingo, março 08, 2009

A Maternidade de Eva

Acordo com a música desta canção na cabeça (um dos videos preferidos da Rebeca) e interrogo-me sobre como terá Eva vivido a experiência da maternidade, ao ser mãe do primeiro bebé do mundo, sem qualquer referencial onde se apoiar além do que conhecia da natureza e do seu relacionamento com o Criador e com Adão.