quinta-feira, novembro 29, 2007

Desconfiança

Desconfio que, se houvesse um concurso para a família mais representada na blogosfera, a minha tinha grandes hipóteses de ser a vencedora. Conto mais de dez pessoas com blogues, e penso que há mais. Ou gostamos muito de escrever, ou somos viciados nisto. Ou as duas coisas.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Cativante

é um dos significados do nome Rebeca e é isso mesmo que ela é. Cativa todos com os seus sorrisos e boa disposição. Hoje, enquanto uma das médicas esquematizava o que acontece quando existe refluxo urinário e explicava os procedimentos para verificar a sua ocorrência, a Rebeca ouvia atentamente e sorria, como se estivesse a perceber tudinho. Simpática, bem disposta e muito calma, foi como a descreveram. Só é de fugir quando está zangada. Aí berra desalmadamente.

segunda-feira, novembro 26, 2007

4 meses

Passados quatro meses do nascimento da Rebeca, não posso deixar de pensar que, em condições normais, estaria neste momento a regressar ao serviço. Claramente, quatro meses para acompanhar um bebé é muitíssimo pouco. Fico muito satisfeita por ter pedido para gozar o quinto mês e ainda poder juntar o mês de férias. Regressarei quando a Rebeca tiver completado os seis meses. Sou uma afortunada no contexto do país em que vivemos, mas uma das mais desafortunadas no espaço da União Europeia.

O programa Avenida Europa, da RTP, mostrou há dias a realidade da Suécia (ah, como queria que em Portugal fosse parecido...). Lá, o governo chegou há 10 anos à conclusão de que não teriam forma de sustentar o país se não incentivassem rapidamente a natalidade e mudassem o esquema de contribuições para a aposentação. Pois bem, agora têm 16 meses de licença de maternidade, obrigatoriamente compartilhados com o pai da criança. Os primeiros 13 são pagos a 80% e os últimos três meses não são remunerados, mas podem ser gozados até aos 8 anos da criança. Ora digam lá se não deveria ser assim em toda a União?? (Portugal é só o 3º ou 4º país com menor tempo de licença...) E eu até ficava em casa um ano, sem sacrifício nenhum. Começo a invejar quem pode optar pela domesticidade.

sábado, novembro 24, 2007

Ausência

Enquanto o maridão sai com o gato cá de casa para a visita anual ao doutor, dou-me conta que, desde que o albergámos, nunca estive em casa sem o felídeo. É estranho ele não andar à minha roda, a abrir todas as portas que fecho à minha passagem.

35

já cá cantam. Ó ié! À mesma distância tanto dos 30 como dos 40, concluo que os tenho aproveitado muito bem e só me ocorre uma única coisa não concretizada que tenha desejado ter feito com esta idade. Ebenezer!

sexta-feira, novembro 23, 2007

Espécie de motim na Operação Triunfo

Não se trata de uma rábula dos Gato Fedorento, mas até poderia ser. Pois bem, andando a leste das lides da Operação Triunfo desta temporada, apercebi-me contudo que na semana passada se deu quase que uma tentativa de motim no dito programa. É que os alunos acharam que deviam desacatar as instruções dos professores para as actividades dessa semana porque não queriam fazê-las em pequenos grupos, mas antes em grande grupo. Pois bem, o caso foi levado a tal ponto que a professora Paula se exaltou repetidamente e um dos alunos foi ameaçado de expulsão.

O que me surpreendeu nem foram as atitudes dos alunos, já que qualquer professor se depara com isso e bem pior quase todos os dias, mas sim o facto de eles terem coragem de o fazer num programa de televisão, que supostamente lhes pode abrir as portas para um futuro glorioso. Preocupa-me o facto de a geração que estes alunos representam ter tal falta de respeito pela autoridade (pais, professores, etc.) que nem sequer tem a noção da sua inexistência. Apesar de a referida professora lhes dizer diversas vezes que estavam a insultá-la e aos restantes professores, não cabe no conceito destas almas que recusar-se a seguir instruções seja um desrespeito. Para eles, este só existe quando batem ou chamam nomes feios a alguém, de preferência com muito mau tom de voz.

A quinta linha da pág. 161

Fui desafiada já duas vezes, por isso aqui fica agora a minha resposta, do livro que ando a ler - Porto: da história e da lenda, da editora Casa das Letras e autoria de Germano Silva, comprado pelo maridão, que acha que noções da história do espaço que nos rodeia são sempre bem vindas (e tem razão).
"Noutras ocasiões em que a peste atingiu todo o reino, a cidade foi poupada."

Aproveito para acrescentar que, ao ficarmos a conhecer a história de um local, passamos a compreender a razão de determinadas características culturais e sociais.

PS - Deixo o desafio a quem o quiser agarrar.

quinta-feira, novembro 22, 2007

De novo tia! :)

Bem-vindo, Joaquim, o meu quarto sobrinho, mas primeiro rapaz! Quiseste ter o teu próprio dia e não nasceste no dia da mana Marta, mas foi por pouco. Só é pena ter de esperar um mês para te conhecer... Que a tua vida seja sempre repleta de bençãos de Deus!

quarta-feira, novembro 21, 2007

Parabéns, sobrinha!


Há um ano atrás nascia a minha terceira sobrinha, "sangue do meu sangue". Muitos, muitos parabéns, Martinha e papás, e uma vida longa e tremendamente abençoada!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Modas

Não me digam que voltou a moda deselegante das calças de cintura acima do umbigo?!? Ai, ai...

domingo, novembro 11, 2007

Lições no hospital

O serviço de Pediatria do Hospital de S. João conta com os préstimos de uma enfermeira-chefe, a enfermeira I., do melhor que já conheci. É bonita e bem arranjada, muito competente e profissional, atenciosa com os bebés e com os pais. Quando há pais ansiosos com a saúde dos filhos, ela tem um jeitinho muito próprio para os acalmar, explicando o que se passa com os rebentos e como os sintomas são normais face à doença. Fá-lo melhor que qualquer médico e está sempre disponível.
Pois bem, a enfermeira I. também gosta de ensinar e calhou ensinar as mães da nossa enfermaria a colocar correctamente um supositório. Achavam que o supositório se coloca estilo foguete, inserindo primeiro a ponta no rabinho da criança? Então pensam como eu pensava e estão enganados! O supositório coloca-se ao contrário, pela parte mais larga e "escavada". Esta faz um efeito vácuo no rabinho e é imediatamente sugada pelo corpo. Enquanto que, ao contrário, a tendência do corpo é expelir o supositório. E esta, hein? Digam lá se as bulas dos supositórios não deviam dizer isto...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Prazeres da vida

De manhã dou-lhe de mamar deitada na minha cama. Adormecemos sempre as duas e é tão bom!!! Depois ela acorda, olha para mim e brinda-me com um dos seus sorrisos mais lindos, feliz por estarmos assim tão juntinhas. A vida é bela!

terça-feira, novembro 06, 2007

Sobre colocações de professores

Ao voltar a casa da semana de internamento, verifico o meu email e leio com grande espanto uma mensagem do Ministério da Educação a dizer que, à falta de horários para o meu grupo de ensino, optou por rentabilizar o meu trabalho, colocando-me administrativamente num grupo para o qual não tenho nem nunca desejei ter a mínima preparação - o Ensino Especial. Maior espanto tenho quando me apresento na escola EB 2,3 onde fui parar e me dizem que o horário é para uma das escolas de 1º ciclo a ela agrupadas. Ou seja, não só terei que ser responsável por todo o processo de ensino-aprendizagem de alunos com deficiências graves (o grupo de ensino onde me colocaram é isso que determina), como esses alunos são de facto crianças para as quais nunca tive a menor preparação profissional.

No mínimo, estes alunos mereciam mais respeito por parte do Ministério responsável pela sua educação. Mas, ao que parece, quem toma a decisão de colocar no Ensino Especial todos os 140 professores dos quadros ainda a aguardar colocação em horários das suas disciplinas acha que qualquer um pode ser professor de Ensino Especial. Provavelmente porque pensa que é só ajudar os meninos a fazer os trabalhos de casa e dar-lhes umas explicaçõezitas sabe-se lá de quê.

Quanto a mim, espero contar com o bom senso do Conselho Executivo do agrupamento de escolas quando regressar ao serviço.

A falta que fazem

uns tios e avós por perto para nos substituirem durante umas horinhas no hospital e podermos ir a casa tomar banho e mudar de roupa, ou até mesmo comer alguma coisa no hospital sem o receio de a bebé acordar e desatar a chorar por estar sozinha.

Receita infalível para voltar rapidamente às roupas pré-gravidez

Juntar à amamentação uma semana de internamento da bebé e uma gastroenterite. Misturar muito bem e servir. Resultados garantidos em menos de uma semana!