quarta-feira, janeiro 17, 2007

A propósito da leitura de "Imagens, cópias da realidade ou elementos construtores da realidade?(...)" de Filomena Amador

Fiquei a pensar na forma como a sociedade ocidental se relaciona com a imagem, e como esse relacionamento tem mudado ao longo dos tempos.
Se há muito tempo atrás as imagens desenhadas pelo Homem primitivo se assemelhavam mais ao que hoje poderia ser considerado como um desenho imaturo, de quem não domina técnicas, etc., hoje temos ao nosso dispôr toda a técnica e tecnologia. Se antigamente muitos livros tinham poucas ou nenhumas imagens e ilustrações, e as pessoas não pareciam sentir falta delas, hoje não vivemos sem uma forte componente de imagem. Comparemos os manuais escolares de há umas décadas com os actuais, por exemplo. Os nossos alunos estão rodeados de cor, grafismo, imagens.
No tempo das viagens marítimas e das Descobertas as imagens tornavam mais próximas realidades distantes e exóticas. O desenhador esforçava-se por ser o mais fiel possível a essa realidade que se lhe apresentava. Os "desenhadores" de hoje, pelo contrário, são mestres na manipulação das imagens. Veja-se a publicidade. As imagens apresentadas levam-nos a crer que isso que é arranjado é o real, para que seja atingido o objectivo de quem pagou ao "desenhador". As imagens tornam-se cada vez mais elementos de construção de uma irrealidade.
Veja-se este exemplo:



Por outro lado, a nossa percepção do que vemos também é rápida em formular conclusões e em julgar. Tudo porque "uma imagem vale mais que mil palavras".





segunda-feira, janeiro 15, 2007

Nunca pensei

Nunca pensei que me iniciasse na redacção de blogues por via de uma cadeira do mestrado. Sempre pensei que fosse por algum motivo quiça mais poético... Mas enfim, todos os motivos são bons motivos. Ou não?